Wednesday, September 14, 2011

jogos e a agenda digital do governo



a agenda digital que o governo começa a montar prevê banda larga pra muita gente, principalmente para as escolas. banda larga somente não é o suficiente, é necessário também conteúdo de interesse nacional para que essa banda seja usada da melhor maneira.

jogo, como ferramente de educação, é um dos conteúdos que o governo pretende ajudar a distribuir. veja: 

da matéria, "A desoneração do IPI para uma quantidade tão grande de consoles vai exigir contrapartidas dos principais fornecedores. Os fabricantes Microsoft, Sony e Nintendo teriam pedido a redução do imposto, que tem alíquota de 50% sobre o valor dos aparelhos. As três empresas dominam esse mercado e, segundo Görgen, fazem uma espécie de barreira de entrada aos desenvolvedores nacionais. Por isso, serão definidas contrapartidas. Uma das medidas em estudo trata do estímulo à instalação de laboratórios dessas multinacionais no Brasil."

a medida "instalação de laboratórios" é boa? como isso vai ajudar a fomentar uma indústria nacional? uma boa contra partida para o mercado, dos desenvolvedores (e espero que a ABRAGAMES esteja engajada nisso para fornecer boas alternativas) é forçar que a localização e o QA desses jogos sejam feitos por aqui.

A localização de um jogo é de extrema necessidade para que o mesmo não só tenha todos os textos traduzidos para a língua local mas também adaptado a cultura local. Muitas vezes um desenvolvedor estrangeiro insere no jogo elementos que não serão bem recebido em outras culturas. É muito comum jogos com elementos religiosos terem sua arte modificada para se adequar ao mercado de países orientais por exemplo. 

O jogo Fruits Inc, da Manifesto, teve alguns elementos "não-green" como inseticidas em fazendas que foram bem recebidos por certos públicos e criticados em outros.

Para a empresa que faz a localização os benefícios são diversos. Além do ganho financeiro, por fazer o serviço em si, muitas vezes a empresa terá acesso ao código-fonte de programação e arte para fazer as modificações possibilitante o aprendizado. 

Existe também a possibilidade para as empresas que fizerem os serviços com sucesso e profissionalismo de criar reputação com os principais publicadores internacionais e daí partir para parcerias mais lucrativas e duradouras para criação de partes de jogos, como o outsourcing de arte e programação bem comuns no meio, como de jogos inteiros totalmente produzidos no país.

Por fim, torcer pra que a coisa seja levada a séria, não só pelos políticos. nós desenvolvedores e gamers precisamos fazer a nossa parte. evitando coisas como: